Indicador nº 16

Taxa de Incidência de sífilis congênita em residentes menores de um ano

Conceituação

Número de casos novos de sífilis congênita em menores de um ano residentes em determinado município por nascidos vivos de mães residentes do mesmo município, no período considerado.

Interpretação

Expressa a qualidade do pré-natal, uma vez que a sífilis pode ser diagnosticada e tratada ao longo do período de gestação.

Usos

Contribuir para a avaliação e orientação das ações de controle da sífilis congênita;
Subsidiar processos de planejamento, gestão e avaliação de políticas e ações de saúde direcionadas à assistência, diagnóstico e tratamento dos casos de sífilis congênita.

Analisar variações populacionais, geográficas e temporais na distribuição dos casos de sífilis congênita, como parte do conjunto de ações de vigilância epidemiológica da doença;

Limitações

Depende das condições técnico-operacionais do sistema de vigilância epidemiológica, em cada área geográfica, para detectar, notificar, investigar e realizar testes laboratoriais específicos para a confirmação diagnóstica da sífilis em gestantes e recém-nascidos;

Demanda cautela na análise de séries temporais, pois deve considerar o processo de implantação do sistema de notificação na rede de serviços, a evolução dos recursos de diagnóstico (sensibilidade e a especificidade das técnicas laboratoriais utilizadas) e o rigor na aplicação dos critérios de definição de caso de sífilis congênita.

Fonte

Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Sistema Nacional de Agravos de Notificação (Sinan) e Sistema Nacional de Nascidos Vivos (Sinasc).

Método de cálculo

Resultado padronizado e ajustado do indicador é igual ao resultado direto multiplicado pelo fator de ajuste Bayes específico do município somado ao produto entre o resultado médio do indicador de todos os municípios da mesma região brasileira a que pertence o município e a diferença 01 – fator de ajuste Bayes específico do município.

Fórmula = (Resultado direto X Fator de ajuste Bayes específico do município) + [(Resultado médio de todos os municípios da mesma região brasileira a que pertence o município) X (1 – Fator de ajuste Bayes específico do município)].

O resultado direto obtido desse indicador, ou seja, o quociente da divisão numerador pelo denominador é ajustado pela metodologia estatística do Bayes empírico; um método estatístico que reduz a brusca variação do resultado de indicadores em pequenas populações pelo acréscimo ou subtração de poucas unidades no numerador.

Cálculo do resultado direto é igual ao:
Número de casos de sífilis congênita em menores de 1 anos, residentes município no período dividido pelo número de nascidos vivos mães residentes no município, no período considerado.


O Fator de ajuste Bayes específico do município consiste no fator calculado especificamente para cada município. Esse fator depende da dispersão dos valores dos resultados diretos, entre todos os municípios da mesma região brasileira a que pertence o município e aumenta progressivamente, de zero (0) a um (1), conforme aumenta o denominador do indicador (número de nascidos vivos mães residentes no município, no período considerado).

 

Categorias sugeridas para análise

Unidade geográfica: Brasil, estados, regiões de saúde, municípios.

Dados estatísticos e comentários

Taxa de Incidência de Sífilis Congênita em residentes menores de um ano nos anos de 2008 a 2011. Brasil e regiões.

Os resultados mostram uma tendência de aumento do número de casos por mil, em todas as regiões e a média Brasil. É provável que tal fato se deve à melhoria do diagnóstico, o que pode indicar o primeiro passo para o controle da doença, ressaltando-se a importância desse diagnóstico durante o pré-natal.

Parâmetro

Um caso por mil nascidos vivos no ano

Pontuação

Se o resultado for menor ou igual ao parâmetro, a nota será igual a 10.
Se o resultado for maior que o parâmetro, a nota será decrescente proporcional ao aumento do resultado.

A nota desse indicador, caso o valor seja igual ou superior ao parâmetro, não altera a nota final do IDSUS.

Entretanto, caso o resultado do indicador seja inferior ao parâmetro, cada 1 ponto perdido pelo município na nota do indicador faz com que seja subtraída 0,15 ponto da nota do indicador Proporção de internações de residentes por condições sensíveis à atenção básica, a qual em conjunto com outras subtrações devidas a perda de pontos de outro indicadores (Cobertura com a vacina tetravalente, Proporção de cura de casos novos de tuberculose pulmonar bacilífera por local de residência e Proporção de cura dos casos novos de hanseníase por local de residência) conformam o Índice de Efetividade da Atenção Básica.