Indicador nº 15

Cobertura com a vacina tetravalente em menores de um ano

Conceituação

Número de doses da vacina tetravalente aplicadas em crianças com menos de um ano contra difteria, coqueluche, tétano e Haemophilus influenzae tipo B em relação ao total de crianças menores de um ano de idade em determinado município e ano.

Interpretação

Estima o nível de proteção da população de menores de 1 ano contra doenças evitáveis pela vacina tetravalente, mediante o cumprimento do esquema básico de vacinação.

Considera-se que a cobertura vacinal da tetravalente reflete bem a capacidade dos municípios de efetuar a vacinação, uma vez que, caso completem a vacinação da tetravalente (vacina injetável e de 3 doses), serão capazes também de aplicar as demais vacinas.

Usos

Analisar variações geográficas e temporais no percentual de crianças menores de um ano de idade vacinadas com os imunizantes da vacina.

Identificar situações de insuficiência que possam indicar a necessidade de estudos especiais e medidas de intervenção.

Contribuir para a avaliação operacional e de impacto dos programas de imunização, bem como para o delineamento de estratégias de vacinação.

Mensurar a adesão da população às campanhas de vacinação direcionadas para as crianças menores de um ano.

Avaliar a homogeneidade de coberturas vacinais, calculando o percentual de municípios que alcança as metas epidemiológicas, estabelecidas para a vacina.

Subsidiar processos de planejamento, execução, monitoramento e avaliação de políticas públicas relativas à atenção a saúde da criança e ao controle de doenças evitáveis por imunização.

Limitações

Valores médios elevados podem encobrir bolsões de baixa cobertura em determinados grupos populacionais, comprometendo o controle das doenças.

Imprecisões do registro de doses de vacina aplicadas, principalmente durante a realização de campanhas de vacinação. Assim, pode haver inconsistência do numerador em períodos de campanhas.

As doses retiradas do estoque das unidades de saúde por outras razões além da vacinação são consideradas no cálculo do indicador, como, por exemplo, recipientes que foram quebrados.
A demanda da população não residente aos postos de vacinação, principalmente em campanhas, dificulta a avaliação da cobertura vacinal.

Podem ocorrer imprecisões da base de dados demográficos utilizada para estimar o número de crianças com menos de um ano de idade, especialmente em anos intercensitários.

Fonte

Ministério da Saúde/Secretaria de Vigilância Sanitária: Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI) – dados sobre as doses da vacina tetravalente
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc) do Ministério da Saúde – base demográfica

Método de cálculo

 

Categorias sugeridas para análise

Unidade geográfica: Brasil, estados, regiões de saúde e municípios.
São aplicadas 3 doses da vacina tetravalente em menores de um ano. No indicador, é considerada apenas a 3ª dose da vacina aplicada no ano.

Dados estatísticos e comentários

Cobertura vacinal com a vacina tetravalente segundo regiões, Brasil, 2007 a 2009

Região

2007

2008

2009

2007 - 2009

Norte

105,21

100,2

98,41

101,24

Nordeste

106,4

101,79

102,65

103,61

Sudeste

99,32

95,55

97,61

97,49

Sul

101,84

94,46

96,83

97,68

Centro-Oeste

107,87

100,97

102,51

103,74

Brasil

103,06

98,21

99,5

100,25

Fonte: Ministério da Saúde/SVS - Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI)

A cobertura média do Brasil, de 2007 a 2009, foi de 100,25%, sendo a menor na região Sudeste (97,49%) e a maior na região Centro-Oeste (103,74%). Esse indicador apresentou resultados satisfatórios em todas as regiões e em todos os períodos analisados. Destacam-se as proporções menores nas regiões Sudeste e Sul se comparadas àquelas encontradas nas demais regiões.

Parâmetro

95% de cobertura.

Pontuação

Se o resultado é maior ou igual ao parâmetro, a nota é 10.
Se o resultado é menor que o parâmetro, a nota será  diretamente proporcional ao decréscimo do resultado em relação ao parâmetro até o valor correspondente a 60% do parâmetro.
Se o resultado é menor que 60% do parâmetro, a nota é zero.

A nota desse indicador, caso o valor seja igual ou superior ao parâmetro, não altera a nota final do IDSUS. Entretanto, caso o resultado do indicador seja inferior ao parâmetro, cada 1 ponto perdido pelo município na nota do indicador faz com que seja subtraída de 0,1 ponto da nota do indicador Proporção de internações de residentes por condições sensíveis à atenção básica, que junto com outras subtrações devido à perda de pontos de outro indicadores (Taxa de incidência de Sífilis Congênita em residentes menores de 01 ano, Proporção de cura de casos novos de tuberculose pulmonar bacilífera por local de residência e Proporção de cura dos casos novos de hanseníase por local de residência) conformam o Índice de Efetividade da Atenção Básica.