MODELO AVALIATIVO
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A avaliação de desempenho do IDSUS fixou como foco a avaliação do cuidado em saúde, por meio de indicadores capazes de mensurar o acesso potencial ou obtido e a efetividade das ações e serviços de saúde, regionalizados e realizados nos níveis da Rede de Atenção à Saúde, para os residentes de cada município brasileiro.

O modelo avaliativo do IDSUS compreende: (1) A avaliação da vigilância e do cuidado à saúde dos residentes de cada município brasileiro; (2) A adoção de uma série de métodos estatísticos; e (3) A caracterização dos municípios brasileiros segundo semelhanças socioeconômicas, situação de saúde e estrutura do sistema de saúde.

1. A avaliação da vigilância e do cuidado à saúde dos residentes de cada município brasileiro, por meio de indicadores simples e compostos capazes de mensurar o acesso e a eficácia ou efetividade das ações e serviços de saúde, segundo a hierarquia destes e usando:

    a)    O cálculo dos indicadores simples segundo o município de residência dos usuários do SUS.

    b)    A pontuação de 0 a 10 de cada indicador simples, dada pelo quociente entre o resultado do indicador e o parâmetro estabelecido em sua ficha técnica, sendo o quociente multiplicado por 10.

Obs: Vale destacar que, para os indicadores conhecidos, o IDSUS adotou parâmetros aceitos nacional e/ou internacionalmente. Já em relação aos indicadores de acesso de média e alta complexidade, os parâmetros foram calculados a partir da média dos resultados desses indicadores em 60 municípios brasileiros (municípios de referência), que proporcionam o melhor acesso aos usuários exclusivos dos SUS, residentes em seus territórios.

    c)    Os resultados ou notas dos indicadores simples e compostos do SUS (que atende aos residentes em cada região de saúde, estado, região brasileira e em todo o território nacional), calculados pela média dos resultados ou notas dos indicadores do SUS que atende aos residentes em cada município brasileiro, ponderadas pela respectiva população desses municípios.

2. A adoção dos seguintes métodos estatísticos:

    a)    Padronização Indireta por Faixa Etária e Sexo, Bayes Empírico e Média de um ou de três anos para o cálculo dos indicadores simples.


    b)    Correlação Linear Simples para a seleção de indicadores simples mais pertinentes e agrupamento destes em indicadores compostos. ¹


    c)     Análise de Componentes Principais (Principal Component Analysis – PCA) para a ponderação dos indicadores simples no cálculo dos indicadores compostos intermediários e destes nos índices mais gerais. ²

3. Caracterização dos municípios brasileiros, segundo semelhanças socioeconômicas, situação de saúde e estrutura do sistema de saúde, conformando grupos homogêneos pela análise de cluster dos índices: de Desenvolvimento Socioeconômico (IDSE); de Condições de Saúde (ICS) e de Estrutura do Sistema de Saúde do Município (IESSM).

Esses índices resultam da Análise de Componentes Principais (PCA) de indicadores simples. O resultado obtido foi a distribuição dos municípios brasileiros em seis grupos homogêneos (clique aqui para mais detalhes), de acordo com a classificação recebida nos índices (IDSE, ICS e IESSM), subsidiando a adequada comparação dos resultados e notas.